Retrato social e cotidiano
O povo venezuelano e a dura rotina sob um governo que falhou
Nas ruas da Venezuela, a vida segue em ritmo de sobrevivência. O povo acorda cedo, trabalha como pode e improvisa soluções para problemas que se acumulam há anos. A crise deixou marcas profundas no cotidiano: alimentos caros, serviços públicos instáveis e um futuro que parece sempre adiado.
Para quem vive longe dos centros de poder, pouco importa o discurso político. O que pesa é a dificuldade de manter a casa, cuidar dos filhos e garantir o básico. A sensação predominante é de abandono por parte de um Estado que prometeu proteção, mas entregou incerteza.
Ainda assim, o venezuelano resiste. Com solidariedade entre vizinhos, criatividade e fé, tenta manter a dignidade. A esperança não morreu — ela apenas aprendeu a caminhar devagar.